terça-feira, 31 de março de 2009

Com a internet pode tudo....

Pelo Google, britânica flagra marido na casa de amante e pede divórcio
Mulher reconheceu o veículo devido às calotas personalizadas.
Google Street View tem sido alvo de queixas desde seu lançamento.

Polêmico serviço de mapas com fotos de ruas foi lançado em 25 cidades do Reino Unido. Ao navegar no Google Street View, uma ferramenta do Google Earth, uma britânica levou um susto quanto encontrou o carro do marido estacionado na frente da casa de uma amiga. Furiosa, ela contratou um advogado para se separar, segundo reportagem do tabloide "The Sun". Segundo o jornal, ela visualizou o Range Rover do marido enquanto utilizava Google Street View para bisbilhotar a casa da amiga. O marido tinha dito para a mulher que estava viajando, mas ela reconheceu o veículo devido às calotas personalizadas. A ferramenta Street View tem sido alvo de uma série de queixas de pessoas flagradas pelas câmeras desde o seu lançamento, em 20 de março. O polêmico serviço de mapas com fotos de ruas foi lançado em 25 cidades do Reino Unido.
Recentemente, uma imagem de um jovem britânico vomitando em uma rua em Londres provocou protestos entre os internautas ingleses e obrigou a gigante da internet a retirar o arquivo do ar. De acordo com o "The Sun", o Google tem removido algumas imagens, inclusive uma que mostra um homem saindo de um sex-shop.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O poder da Internet

A internet tem um papel importante hoje na sociedade. Disso nós sabemos, mas o que surpreende são as ocorrências que demonstram a entrega de cada segmento social a esse advento.

Como rede social a internet tem sido utilizada de forma rápida e prática, e de forma inteligente quanto à busca por informações, manutenção de contatos e disseminação de idéias. Barack Obama e sua equipe sabiam disso. A internet tem se apresentado como uma potente influência na reformulação de campanhas políticas objetivando atrair e envolver novos leitores, geração atual que possui um perfil acomodado a computadores, celulares, rapidez de informação.

Mas a apropriação da mídia por candidatos políticos não é recente. O uso da tecnologia já foi usado na campanha presidencial de John Kennedy e alterou todo o formato de campanhas eleitorais. Reconheço que não é justo afirmar que Obama ou Kennedy venceram as eleições em decorrência do advento tecnologia, mas também seria tolice não acreditar nos efeitos que a internet e a televisão promoveram na imagem destes candidatos. Como resultado, Obama arrecadou um recorde milionário por meio das pequenas doações de eleitores (comumente estas doações partem de lobistas, grandes empresários, doações de eleitores foi uma surpresa), dinheiro que favoreu otimização de sua campanha. O jornal Folha de São Paulo aponta que foram 1.7 milhão de doadores que proporcionar um total de 150 milhões de dólares para a campanha eleitoral de Obama. Devemos reconhecer também que o discurso do presidenciável sobre questões raciais também favoreceu a captação de alguns eleitores - discurso de 37min. que foi visto no YouTube 6 milhões de vezes.

A internet na frente de novo, e ponto para nós, leitores, que buscamos pela informação e o acesso a ela. A tecnologia está por toda a parte, e quem sabe disso a aproveita juntamente com todos os recursos disponibilizados, e o sucesso é quase uma garantia. A escola poderia aproveitar disso, entretanto não acredita nas ferramentas tecnológicas por puro preconceito, o que a faz perder muito com isso.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Recebi recentemente por e-mail este texto. Achei sensacional!
Vale refletir um pouco sobre nossas vaidades acadêmicas...


QUANDO SE TEM DOUTORADO
O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum, (Linneu, 1758) isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentadosob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e restasretilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo impressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto, que ocorre no líquido nutritivo da alta viscosidade, produzindo nos órgãos especiais existentes na Apis mellifera.(Linneu, 1758) No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse issacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em conseqüência da pequena capacidade de deformação que lhe é peculiar.

QUANDO SE TEM MESTRADO
A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando-se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente o paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opostas.

QUANDO SE TEM GRADUAÇÃO
O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando-se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem sabordeleitável da secreção alimentar das abelhas; todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.

QUANDO SE TEM ENSINO MÉDIO Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, porém não muda de forma quando pressionado.

QUANDO SE TEM ENSINO FUNDAMENTALAçúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.

QUANDO NÃO SE TEM ESTUDO Rapadura é doce, mas não é mole, não!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Entrevista para o jornal Todo Dia - America.SP

Entrevista ao Jornal Todo Dia da cidade de Americana - SP em 09.01.2009:
Adorei o título: "Quem não bloga, não sai da escola". É bem sugestivo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Entrevista para a Agência Fapesp

Acesse este link para ler na íntegra entrevista concedida à agência Fapesp sobre minha dissertação de mestrado na Unicamp.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Entrevista para a rádio CBN Brasília

Clique aqui para ouvir a entrevista que concedi para a rádio CBN sobre minha pesquisa de mestrado: O uso de blogs para o desempenho da escrita na escola.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Defesa do Mestrado

Defendi minha dissertação de mestrado na Unicamp no dia 28/11/2008. O tema de meu estudo foi o uso de blogs para otimização das aulas de produção textual. A idéia partiu da minha crença de que a tecnologia pode contribuir (e muito) para o desempenho escolar do aluno e dinamização das aulas do professor. No início dos estudos era apenas uma crença. Acreditava que as aulas de língua portuguesa poderiam explorar melhor a tecnologia hoje disponível. Mas não sabia muito como fazer isso na prática. A pesquisa empírica ajudou a elucidar uma série de questões sobre o que se deve fazer ou não quando o professor utiliza da internet como ferramenta em sala de aula. Entre as principais considerações é que a atividade não pode estar centralizada no professor.
A notícia foi publicada no jornal da Unicamp. Acesse o link para ler:

De volta!!!

Estive ausente por um período. Defendi meu mestrado, em seguida me envolvi na sua divulgação. Curti um recesso cheio de comemorações... mas agora retorno ao meu espaço disposta a colocar aqui pensamentos que envolvam arte, cinema, literatura, pesquisa e, principalmente, educação. O blog é magnifico por esta dinâmica! É um espaço de expressão, exposição de pensamento, leitura e crítica.

sábado, 2 de agosto de 2008

Pro Dia Nascer Feliz
Cazuza
Composição: Cazuza / Frejat

Todo dia a insônia me convence que o céu
Faz tudo ficar infinito
E que a solidão é pretensão de quem fica
Escondido fazendo fita
Todo dia tem a hora da sessão coruja
Só entende quem namora
Agora 'vão bora'
Estamos meu bem por um triz pro dia nascer feliz (2x)
O mundo acordar e a gente dormir, dormir
Pro dia nascer feliz
Essa é a vida que eu quis
O mundo inteiro acordar e a gente dormir
Todo dia é dia e tudo em nome do amor
Essa é a vida que eu quis
Procurando vaga uma hora aqui, a outra ali
No vai-e-vem dos teus quadris
Nadando contra a corrente só pra exercitar
Todo o músculo que sente
Me dê de presente o teu PIS pro dia nascer feliz (2x)
O mundo inteiro acordar e a gente dormir, dormir
Pro dia nascer feliz (2x)
O mundo inteiro acordar e a gente dormir


Cazuza... saudoso Cazuza. Este ano completaria 50 anos de idade. Fica na imaginação como seria esse personagem que para uns é um ídolo, para outros um insano... quem foi Cazuza? O que queria Cazuza da vida? Evito argumentar sobre sua personalidade, é polêmica, e não tenho tantas credenciais assim porque não sou "tão normal" nem um tanto passiva... Drogado, maconhado, alcoolizado, seja o que for e o que não foi, cantava bem por demais, sua melodia encantava, sua voz seduzia, prefiro lembrar deste Cazuza e ficar só com esse mesmo.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

"Cursin" pré-vestibular

Certo dia, há algum tempo, estava em uma sala de curso preparatório para o vestibular. Uma turma de cursinho como outra qualquer: bons alunos que conhece-se pela cara, alunos que conversam, alunos atentos, alunos que viajam... Naquela época, momento em que a paciência era meu lema (já fui calma, mas os anos de sala de aula me levaram ao stresse e loucura total), depois de várias tentativas de silêncio, súplicas para que os alunos prestassem atenção devida a um conteúdo de interesse dos próprios, num momento de explosão coloquei para fora duas carreiras de fileira de carteira, pra variar: as do fundão. “Não professora...” “Pra fora, já falei” – disse com mais ênfase. “Mas eu que pago seu salário!” “Paga? Então paga muito mal, mais um motivo pra sair da sala” – retruquei. E foi as duas fileiras, umas 10 pessoas conversadeiras, alunos chatos que perturbam, atrapalham a aula, chegam atrasados, fazem barulho, não participam, não sabem o que está sendo discutido, tudo alienado, tudo porra louca.
Depois, minha presença foi solicitada pelo dono da escola, disse dono, lê-se empresário e não educador, que afirmou não se importar se os alunos conversavam, dedicavam, enfim, não interessava, mas que o seu interesse era aquele aluno que pagava a escola, então era pra eu ficar no meu lugar, exercer o meu papel, e não colocar aluno pra fora da sala, pois se for para ele tomar partido, ele ficaria com os alunos ruins pois estes são aqueles que mantêm a escola por anos e anos a fio pois não conseguem ser aprovados no vestibular, bem como aqueles que estão no cursinho por status (pasmen!) É chique estudar (pra mim isso era nova). Dito e não feito, sai da escola.
Tal circunstância se passa em todo o ambiente escolar, em toda a parte do planeta. A alienação, já diria Jabour, é um patrimônio histórico nacional. Ao pensar que estudo fosse uma tarefa árdua, difícil, conflituosa para quem aprende, para quem está engajado na aprendizagem, tentando decifrar “o que que esse povo aí (os professores) estão falando?” Entender a necessidade do conhecimento, valorizando culturas e história, tentando abrir caminhos para sair desse parto difícil que é a ignorância, com dores físicas e psicológicas ao tentar sair da própria casca, passando por cima de preceitos que trás da sua formação para diversidades e lógicas nunca antes ouvidas, isso tudo é reduzido por algumas pessoas o conhecimento como status? Que que isso meu povo? Realmente isso intenciona matar o professor a golpes mortais! Então confundem-se loucos com insanos, quem é quem? Eu que estou nesse mundo, ou mundo que está em mim? Por tudo, despreza-se maiores comentários, pois o aluno que passa por este processo e dele não sai mais, o conhecimento, cria asas e quando se cria asas ninguém segura mais.


Cláudia Rodrigues
Manhã ensolarada de 02 de novembro de 2005, dia dos mortos, mortos em vida, mortos em morte.
Palavras... apenas...
palavras pequenas
palavras....